sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade."
Jorge Sena
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Lissabon
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
(...)
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas. (...)"
Eugénio de Andrade
(fotografias tiradas hoje (peço que nao as utilizem sem a devida autorização- apesar de não terem resultado muito bem em termos de enquadramento, representam os meus lugares preferidos ♥ )
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
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